Vejo a poesia

Vejo a poesia, e não é de hoje.
A vejo roçando as árvores com o vento,
A vejo na gotinha do orvalho da manhã,
A vejo também nas pedras, no asfalto,
Do mesmo modo que nas flores e borboletas,
No por do sol, na lua e nas estrelas.
Vejo nos meus tombos e nas mãos dos que me erguem,
Dos que me ajudam.
Desde tenra idade que vejo a poesia.
Lembro a primeira vez…
Foi no azul do céu.
Tinha ali alguma coisa…
E pensei que eu via a Deus.
Quem sabe se não via?
Porque seriamente desconfio
Que Deus também seja poesia.
A grande e incontestável Poesia,
Que bem poucos, muito poucos,
Conseguem contemplar.
Assim segui vendo a poesia em tudo.
A poesia me sorri e me leva pela mão,
A desejar ver além da ilusão,
A desejar vê-la sempre mais
Até que ela se impregne em mim,
E, com ela, também me torne poesia,
Entre os espinhos, flores e aromas do meu ser.

6 comentários em “Vejo a poesia

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